Prestes a completar um ano, o Varal Diverso traz uma breve “retrospectiva” de 2011, assim como fizemos no ano passado. Vamos colocar nesse post só os eventos que estivemos presentes, e não foram poucos! O balanço cultural desse ano em Ribeirão é bem simples: não faltaram boas oportunidades para se divertir e conhecer mais do universo tão diversificado que é a arte.
Começamos nossa jornada passando por um dos locais que mais frequentamos ao longo do ano, o SESC. No dia 11 de fevereiro, a excêntrica e cômica Silvia Machete não deixou a desejar, mostrando que sua voz impecável parece ser ainda mais bonita ao vivo. No mês seguinte foi a vez da cantora Tulipa Ruiz trazer seu primeiro e elogiado disco, “Efêmera”. Em junho, acompanhamos três shows no SESC: o samba do Sandália de Prata, os mineiros do Porcas Borboletas, e fechando o mês, o duOlá, que convidou o violonista Diego Figueiredo para uma linda apresentação, no dia 29. Em julho, dois shows lotaram o galpão do SESC:
Vanguart e André Abujamra. No dia 15, os meninos de Mato Grosso trouxeram o já conhecido projeto Vang Beats, em que tocam apenas canções dos Beatles – um clássico após o outro! No dia 28, o ator, produtor, cantor, compositor e multi-instrumentista André Abujamra apresentou o seu show-filme Mafaro, uma grande mistura de ritmos brasileiros e africanos.
Criolo se apresentou no dia 15 de setembro, com direito a casa cheia e ingressos esgotados. O tão aclamado disco Nó na Orelha, muito bem recebido pela crítica, passou por Ribeirão e deixou público e artista emocionados. Rap com samba, uma mistura que poucos sabem fazer. Este pode ser considerado um dos melhores shows de 2011!
Ainda passamos no SESC em outras duas ocasiões: dia 13/10, com a Abayomy Afrobeat Orquestra, e no dia 17/11, no show de lançamento do segundo disco do pernambucano Junio Barreto; Setembro.
Outro local em que o Varal marcou presença foi a Fnac. Em fevereiro, no dia 18, passamos por lá para acompanhar um pocket show da banda Apanhador Só. Os meninos de Porto Alegre surpreenderam com uma levada criativa feita com a mistura de instrumentos e objetos inusitados. O show “acústico-sucateiro” fez parte do projeto Groselha Fuzz Sessions, que todo mês convida um artista
para se apresentar no palco da loja. Dentro desse projeto, boas bandas passaram por lá: Comma, Bicicletas de Atalaia, Cabana Café e The Backbeat foram algumas que acompanhamos.
Conhecida por gravar versões bossa/lounge em coletâneas pelo mundo afora, a simpática cantora Marcela Mangabeira passou pelo palco duas vezes (março e novembro) para apresentar seu último disco, Colors Of Rio. Os Irmãos McCoy também marcaram presença em março com clássicos do rock ‘n roll, com uma levada cheia de blues e funk, enquanto Leoni e Lorenza Pozza se apresentaram na noite mais cheia do ano na Fnac.
O mês de maio foi especial para o Varal. Com quase 5.000 visitas, este foi o mês mais agitado por aqui. Feira do Livro, Virada Cultural Paulista e João Rock, sem falar de um dos melhores shows que acompanhamos: Maria Rita. Através da ONG Síndrome do Amor, cuja causa é apadrinhada pela cantora, Ribeirão recebeu uma prévia do que seria o seu novo disco, “Elo”, lançado em setembro. Um belo show em que Maria Rita cativou o público através de sua voz e interpretação.
A 5ª edição da Virada Cultural Paulista reuniu 15 mil pessoas, entre Morro do Alto do São Bento, SESC e Teatro Marista. No Teatro Municipal, acompanhamos o monólogo “O Homem da Tarja Preta”, com o ator Ricardo Bittencourt, a cantora Bruna Caram, a humorista Carol Zocolli e a cantora francesa Agnès Jaoui. Destaque para apresentação da multi-artista Agnès que,
acompanhada por músicos excelentes, fez um show muito agradável com direito a diversas canções latinas no repertório. No Teatro de Arena, a paulistana Beatles 4ever! foi um dos grandes destaques da Virada. O público entoou os refrões a plenos pulmões! Uma dica importante para 2012: vamos prestigiar mais a Virada em Ribeirão, porque fomos o menor público entre todas as Viradas no estado e, por conta disso, podemos perder esse ótimo evento! A próxima edição acontece no final de semana dos dias 19 e 20 de maio.
Logo em seguida, outro grande evento cultural: a Feira Nacional do Livro. Foram tantos nomes que fica difícil falar de cada um: Ney Matogrosso (26/5), Ivan Lins (27), Gal Costa (28), Verônica Ferriani, José Miguel Wisnik, Paulinho Moska (29), Céu (30) e Otto (5/6), sem falar as inúmeras mesas de debates, palestras… enfim. Foram mais de 600 atrações que levaram milhares de pessoas para as praças XV de Novembro e Carlos Gomes, além dos Estúdios Kaiser de Cinema e do Parque Maurílio Biagi. Dia 24/5 tem mais!
O Festival João Rock chegou a sua 10ª edição e reuniu mais de 25 mil pessoas no Parque Permanente de Exposições. Nem o frio atrapalhou a maratona de shows e esportes do evento que reuniu as bandas Jota Quest, CPM 22, Natiruts, Skank, Charlie Brown Jr, Men At Work by Colin Hay (Austrália), no palco principal. Do outro lado, no palco Universitário marcaram presença Pablo Dominguez, a banda Katchafire (Nova Zelândia), o irreverente Lobão (que também passou pela Feira do Livro), Zé Ramalho e Lenine. Confira um resumo do que o Varal acompannhou, com direito a uma pequena entrevsita com Lenine:
A inauguração do Teatro do SESI, no dia 26 de agosto, foi extraordinária por conta da participação de peso do maestro João Carlos Martins. Além de comover a plateia ao tocar piano, depois de ter passado por diversos problemas com os nervos das mãos, o maestro encanta pela mistura e ousadia. Música clássica torna-se música democrática pelas mãos de João Carlos Martins e sua Bachiana Filarmônica SESI-SP. No dia seguinte foi a vez de Anelis Assumpção mostrar todo o talento (herdado pelo pai, Itamar) com seu disco
Sou Suspeita Estou Sujeita. Não Sou Santa. Outro que também passou por lá foi Andre Abujamra, novamente trazendo o show-filme Mafaro.
O Varal acompanhou mais dois shows no começo de setembro. Após não conseguir cantar na Feira do Livro com José Miguel Wisnik (pois estava sem voz), a cantora Mônica Salmaso encantou a todos que estavam presentes no Theatro Pedro II. A paulistana fez bonito, mostrou que ao vivo sua voz é ainda melhor e arrancou muitos aplausos da plateia. Cada vez mais requisitado, o rapper Emicida comandou a festa Pimp Hop, no Villa das Flores, e mostrou porque recebe tantos elogios por onde passa. A habilidade com as rimas improvisadas e as letras que falam de “quebradas” e até de amor, o tornou um dos rappers mais respeitados do país.
Outros shows também merecem destaque: em março, a banda Do Amor mostrou suas misturas musicais no Espaço Cultural A Coisa. O público dançou ao ritmo de carimbó e lambada e se divertiu com as letras bem humoradas. No Vila Dionísio, os chilenos do Los Perrosky se apresentaram junto com a carioca Autoramas, e o The Blank Tapes (EUA) passou pela garagem da Crazy Miranda no final de outubro.
E se você não foi a um desses eventos, aproveite para conferir nossas Impressões — todas as fotos e vídeos dos shows citados nesse post estão disponíveis no Flickr, Picasa e Youtube. Mas se você foi num show que nós não registramos, fique à vontade para acrescentá-lo num próximo post. Mande a sua resenha e, se tiver uma foto ou vídeo, melhor ainda! Desejamos um ótimo ano a todos e vamos torcer para 2012 ser tão brilhante e divertido quanto 2011. Nós encontramos por aí!



